Interferências econômicas dão cara nova ao imóvel antigo e bem localizado
A cor purpura
Para chegar a um resultado satisfatório, seriam necessárias muitas modificações, porém, com orçamento apertado, nos estimulou a usar nossa criatividade.
Com 60 m2, por ser “antiguinho”, do final dos anos 1970 e bem localizado, o imóvel atraiu um casal com um lifestyle descolado – ele personal trainer, ela advogada – que viviam a experiência de ter seu primeiro apartamento. Alguns dos motivos é que estava situado muito próximo da academia do morador e apresentava um alto potencial. No entanto, deveria ser atualizado, mas sem interferências custosas.
“Assim que o adquiriram, nos ligaram para saber sobre a possibilidade de reforma”, contam Carolina Mello e Petra Linkewitsch, arquitetas do Studio ML Arquitetos Associados. “Para chegar a um resultado satisfatório, no entanto, seriam necessárias muitas modificações, porém, com orçamento apertado, nos estimulou a usar nossa criatividade”, acrescentam.



Jovens, os proprietários, que trabalham o dia todo, nos momentos de folga preferem o aconchego do lar. Por isso faziam parte da lista de desejos um espaço grande para guardar a coleção de livros e DVDs, um canto para leitura, um closet, uma cozinha aberta e, principalmente, um espaço confortável para assistir televisão e jogar videogame.
Por se tratar de uma construção antiga, o imóvel não possuía a almejada varanda, comum nos projetos atuais, mas que era objeto do desejo do casal. Ainda assim, com muita inventividade, as arquitetas propuseram uma solução inusitada e bem diferente do que se esperaria de um apartamento com essas dimensões. “Encontramos alternativas para compor uma ‘varanda’. Usamos um banco construído com caixa de concreto embaixo da janela para fazer o papel desse espaço. Repleto de futons, surgiu um canto confortável de leitura”, explicam Carolina e Petra.


A principal intervenção estrutural ocorreu no living, com o acréscimo de uma área de estar. Para tanto, incorporou-se ao ambiente parte do quarto e do banheiro de serviços. O restante auxiliou na criação de um closet para a suíte máster. A porta da cozinha também foi retirada e o vão ampliado, integrando-a ao social e facilitando, com isso, o acesso ao lavabo.
Além das modificações na alvenaria, todos os revestimentos das áreas molhadas tiveram de ser substituídos. Já as cores aparecem em alguns elementos de decoração, móveis e nos revestimentos de algumas portas e lavabo. Outra sugestão importante das arquitetas foi não utilizar molduras de gesso em nenhum dos espaços, tendo em vista as dimensões do pé-direito. Como solução, empregaram trilhos, o que permitiu a adaptação de spots com somente um ponto de elétrica, como nas salas de estar, TV e closet. No ambiente de leitura e na entrada, utilizaram-se duas luminárias de área externa, simulando espaços diferentes.

Por Nádia Fischer
Fotos: Lucas Pereira
Matéria Publicada em Revista Decorar 103.
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