Apartamento na Bela Vista vira galeria habitável em projeto de Pedro Coimbra
Projeto do arquiteto Pedro Coimbra transforma apartamento de 380 m² na Bela Vista, em São Paulo, em uma galeria habitável com obras de Abraham Palatinik e design de Claudia Moreira Salles
Um apartamento de 380 m² localizado no bairro da Bela Vista foi transformado em uma verdadeira galeria habitável no projeto assinado pelo arquiteto Pedro Coimbra. A reforma criou um espaço que equilibra a vida cotidiana de uma família com a sofisticação de uma coleção de arte digna de museus internacionais.
Um apartamento de 380 m² localizado no bairro da Bela Vista foi transformado em uma verdadeira galeria habitável no projeto assinado pelo arquiteto Pedro Coimbra. A reforma criou um espaço que equilibra a vida cotidiana de uma família com a sofisticação de uma coleção de arte digna de museus internacionais.
Layout valoriza arte e circulação
O principal desafio do projeto foi criar uma planta que permitisse a circulação fluida entre os ambientes sem comprometer a experiência de contemplação das obras.

Para alcançar esse equilíbrio, Pedro Coimbra utilizou a marcenaria como elemento estratégico de organização, garantindo armazenamento discreto e evitando interferências visuais que pudessem competir com as peças da coleção.

O apartamento já funcionava anteriormente como galeria, mas a reforma trouxe ajustes minuciosos para potencializar a experiência de visitação sem perder o conforto de uma residência.
Corredor com atmosfera de galeria
Cada ambiente do apartamento foi pensado para reforçar a relação entre arquitetura e arte. O corredor, com 1,20 metro de largura, assume o papel de uma verdadeira galeria, guiando o olhar ao longo de uma coleção cuidadosamente curada pelos próprios moradores.

Design assinado e peças icônicas
A decoração reflete o diálogo entre arte e design. O apartamento reúne peças de grandes nomes, como o artista cinético Abraham Palatinik e mobiliário assinado pela designer Claudia Moreira Salles.

Sofás italianos e referências do design escandinavo completam a composição, reforçando a atmosfera cosmopolita do espaço.

No escritório, a marcenaria desenhada por Claudia Moreira Salles se destaca como uma peça de design por si só. Já o closet do casal, executado pela Florense, foi concebido como uma caixa de madeira escura, reforçando a sensação de uma galeria privada.
Preservação da história do imóvel
Os materiais foram escolhidos com o mesmo rigor que orienta a curadoria artística do apartamento. O piso original foi preservado: madeira escura na sala e peroba-do-campo nos dormitórios, mantendo viva a história do imóvel.

O hall e o lavabo exibem o mármore original do edifício, um material raro e praticamente insubstituível. Nas áreas molhadas, pastilhas remetem ao estilo clássico paulistano, enquanto os metais da Punto Metais acrescentam um toque de design italiano aos detalhes.

Arquitetura, arte e vida cotidiana
Hoje, o apartamento segue cumprindo sua função híbrida: residência e espaço cultural. Além de abrigar a rotina familiar, o local recebe exposições e encontros, transformando cada jantar em uma nova experiência de contemplação.

fotos | Tiago Morena