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A arquitetura está em tudo: Bienal de Arquitetura Brasileira estreia no Ibirapuera e propõe novo olhar sobre o morar no país

Primeira edição da BAB ocupa o Parque Ibirapuera a partir de 25 de março de 2026, reunindo pavilhões inspirados nos biomas brasileiros e experiências imersivas que reposicionam a arquitetura como cultura cotidiana

 

São Paulo recebe, a partir de 25 de março de 2026, a primeira edição da Bienal de Arquitetura Brasileira (BAB), evento que nasce com a missão de ampliar o entendimento da arquitetura para além da obra construída e aproximá-la do cotidiano das pessoas. Instalada no Pavilhão das Culturas Brasileiras, no Parque Ibirapuera, a mostra convida o público a refletir sobre o morar, os territórios e as múltiplas formas de habitar o Brasil contemporâneo.

 

O Pavilhão das Culturas Brasileiras no Parque do Ibirapuera, projeto de Oscar Niemeyer, onde acontecerá a Bienal de Arquitetura Brasileira

 

Idealizada pelos fundadores da Archa, Anna Rafaela Torino e Raphael Tristão, em parceria com Lucas Aragão e Felipe Zullino, a BAB opera de forma independente e sem fins lucrativos. A iniciativa surge a partir de um dado revelador: apenas 9% das reformas no Brasil contam com a participação de arquitetos, segundo pesquisa Datafolha encomendada pelo CAU Brasil, em 2022.

 

“O que vemos é um desafio cultural. A arquitetura ainda é pensada de forma pontual, quase sempre no momento da reforma. A BAB nasce para ampliar esse olhar, propondo que a arquitetura seja percebida como cultura, pensamento e repertório cotidiano — algo que atravessa a vida das pessoas muito antes e muito além da obra”, afirma Anna Rafaela Torino, diretora de conteúdo da BAB.

 

Arquitetura como experiência imersiva

O evento ocupa um dos edifícios mais emblemáticos do Parque Ibirapuera — projeto de Oscar Niemeyer, com paisagismo de Roberto Burle Marx — e apresenta o conceito de Pavilhão Brasil, no qual pavilhões temáticos interpretam os diferentes biomas brasileiros. Cada espaço propõe uma leitura contemporânea sobre o morar, valorizando aspectos como clima, materialidade, cultura local e modos de vida.

 

Além da área expositiva interna, a BAB contará com o Pátio Metrópole, uma grande área externa que propõe a criação simbólica de uma cidade temporária. O espaço reunirá instalações construtivas, ativações de marcas, arena de conteúdo, cafés, restaurantes e workshops, ampliando a experiência do visitante.

 

“A BAB inaugura um modelo de bienal que une educação, tecnologia e experiência para tornar a arquitetura mais acessível, viva e presente no cotidiano”, destaca Raphael Tristão, presidente da Bienal.

 

Concurso nacional define o masterplan da Bienal

Para desenvolver o masterplan da edição inaugural, a BAB promoveu um concurso nacional aberto a arquitetos de todas as regiões do país. O projeto vencedor foi assinado pelo Estúdio Leonardo Zanatta Arquitetura, escolhido entre dezenas de propostas. Como prêmio, o arquiteto receberá uma viagem cultural à Bienal de Arquitetura de Veneza 2026, acompanhado pelos sócios do escritório Superlimão.

 

“Vencer foi especialmente gratificante diante da qualidade do júri e do nível das propostas apresentadas. Sentimo-nos honrados por estar à frente da primeira edição da BAB e felizes por oferecer espaços onde os estados possam se expressar por si mesmos”, comenta Leonardo Zanatta.

 

O júri reuniu nomes de referência da arquitetura, do design, do patrimônio e do jornalismo especializado, como Amer Moussa, Daniel Mangabeira, Greg Bousquet, Marko Brajovic, Nara Grossi, Rodrigo Ohtake e Fernando Mungioli, entre outros.

 

Pavilhão Brasil e os biomas brasileiros

Também por meio de concurso foram selecionados os arquitetos e escritórios responsáveis pelos pavilhões estaduais, organizados a partir dos biomas brasileiros. As propostas apresentam leituras sensíveis e situadas, nas quais a arquitetura surge como instrumento de interpretação da paisagem, da cultura e das formas de habitar cada território. Os projetos dialogam com memória, clima, técnicas construtivas e vivências cotidianas, reforçando a diversidade arquitetônica e cultural do país.

 

Ingressos, visitação e programação aberta

A Bienal de Arquitetura Brasileira 2026 acontece de 25 de março a 30 de abril, com ingressos à venda exclusivamente pelo site oficial. Além da exposição, parte da área externa será aberta ao público, com praça e palco para ativações culturais e programação paralela.

 

Serviço — Bienal de Arquitetura Brasileira 2026

Quando: 25 de março a 30 de abril de 2026
Horário: 12h às 21h
Onde: Parque Ibirapuera — Pavilhão das Culturas Brasileiras, São Paulo
Entrada recomendada: Portão 03 — Av. Pedro Álvares Cabral
Ingressos:
– R$ 100 (inteira) aos finais de semana
– R$ 80 (inteira) durante a semana
Vendas: www.bienaldearquiteturabrasileira.com

 

fotos | Divulgação

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