Apartamento de 100 m² em Ipanema ganha reforma contemporânea com integração e vista para o mar
Projeto do Estúdio Popa transforma imóvel no Rio de Janeiro com soluções funcionais, estética leve e atmosfera acolhedora para um morador estrangeiro
Localizado em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro, este apartamento de 100 m² foi reformado e decorado pelas arquitetas Marina Romeiro, Mariana Gomes e Martha Franco, do Estúdio Popa, para o australiano Ash Frenken, profissional das áreas de tecnologia e marketing. O cliente chegou ao escritório por indicação e, após se encantar com o estilo de vida carioca, decidiu antecipar a mudança definitiva para o Brasil.
Inicialmente adquirido como investimento e base para temporadas no país, o imóvel passou a ser residência fixa do proprietário. Apesar de já ter sido reformado anteriormente, os acabamentos não refletiam sua personalidade, o que motivou uma intervenção focada na atualização estética e em melhorias funcionais.
Ajustes de planta otimizam os espaços
Como a planta já apresentava boa configuração, as mudanças estruturais foram pontuais, mas estratégicas. O banheiro social, antes pequeno e sem ventilação natural, foi ampliado com a incorporação de parte da antiga área de serviço.
A cozinha ganhou um novo acesso pela entrada principal, o que permitiu eliminar a porta de serviço e ampliar a bancada. Na suíte, a redistribuição da circulação possibilitou um layout mais eficiente, com melhor aproveitamento para armários e maior conforto no uso cotidiano.

Espaço híbrido integra home office e quarto de hóspedes
Logo na entrada, as arquitetas criaram um ambiente versátil que atende a duas funções: escritório no dia a dia e quarto para hóspedes ocasionais. O espaço conta com bancada de trabalho, armários e uma cama retrátil embutida na marcenaria.
Brises verticais fazem a divisão com a sala, garantindo privacidade quando necessário sem bloquear a entrada de luz ou a percepção de amplitude do apartamento.
Integração e materiais naturais definem a atmosfera
A proposta do projeto valoriza a integração dos ambientes e uma estética contemporânea leve. A paleta neutra, combinada à marcenaria em carvalho americano, cria uma base atemporal, enquanto a viga de concreto aparente adiciona um toque urbano equilibrado por plantas e elementos naturais.

A cozinha aberta, posicionada de forma estratégica para aproveitar a vista do mar, tornou-se o coração do apartamento. O espaço recebeu bancada em mármore dolomítico Calacata Super White, escolhido pelo próprio cliente. Outro destaque é a porta da área de serviço em chapa metálica perfurada, solução que alia linguagem contemporânea à ventilação exigida pela companhia de gás.
Design brasileiro e acervo pessoal compõem a decoração
A decoração foi pensada quase integralmente do zero, com exceção do toca-discos e alguns vinis trazidos de Sidney pelo morador. O mobiliário privilegia peças leves, confortáveis e em tons claros.
Entre os destaques estão a poltrona Tivoli, de Ronald Sasson, o sofá Lugo, de Fabio Lima, as cadeiras Bonsai, de Alexandre Kasper, a mesa lateral Elo, da Decameron, e o banco Mocho, clássico de Sergio Rodrigues.
Na área de jantar, uma composição com dez fotografias do fotógrafo Léo Marino cria um ponto focal e reforça a identidade do espaço.
Paleta neutra com pontos de cor pontuais
A base cromática combina branco, tons de cinza, preto e verde, em diálogo com a madeira natural. O piso recebeu microrevestimento cimentício em tom gelo, enquanto as paredes, em sua maioria, foram mantidas brancas.

Alguns pontos de cor destacam os ambientes, como o verde Escudo do Guerreiro, da Coral, no corredor, o cinza suave no quarto de hóspedes e o tom Superfície Lunar na suíte. A marcenaria combina folha natural de carvalho americano com laca cinza-escuro, reforçando a unidade visual.

Com linguagem contemporânea, toques industriais e um frescor tipicamente carioca, o projeto foi desenvolvido ao longo de cerca de dez meses. Entre os desafios, a equipe destaca a comunicação com o cliente, realizada majoritariamente à distância devido à diferença de idioma e fuso horário, o que exigiu confiança e alinhamento ao longo de todo o processo.

fotos | Juliano Colodeti