Giorgio Morandi e neoliberalismo se entrecruzam na nova exposição de Edgard Racy em São Paulo
exposição | Galeria Eduardo Fernandes
Residindo em Londres, onde se divide entre o ateliê no qual produz suas próprias obras e o estúdio do consagrado artista inglês Damien Hirst, de quem é assistente, o paulista Edgar Racy inaugura no dia 22 de outubro, na Galeria Eduardo Fernandes, em São Paulo, a exposição Vista Grossa, uma coleção de trabalhos que tem como ponto de partida um olhar crítico sobre os efeitos da agenda neoliberal no mapa geoeconômico global. Paula Borghi assina a curadoria.

O artista ocupará o espaço com duas séries. A primeira dá nome à mostra e reúne uma dezena de obras feitas em lona encerada de caminhão, no tamanho de 0,90m por 0,90 m, cada uma delas estampando a bandeira de um dos países listados entre os dez mais pobres do mundo em 2020, ano em que foram produzidas. Todas trazem aplicada em madeira a palavra Fome na língua do país correspondente. A segunda série, Via Fondazza, apresenta treze telas (em juta pintada sobre placas de alumínio), em tamanhos variados, inspiradas nas naturezas-mortas de Giorgio Morandi (1890-1964).

Aparentemente dessemelhantes, as duas séries dialogam entre si no campo semiótico e no uso de materiais triturados – tijolos, telhas, carvão, pratos, garrafas de vidro colorido – relacionados a alimentação e habitação, dois dos direitos fundamentais da vida.
A exposição ficará em cartaz até o dia 26 de novembro.
SERVIÇO:
Exposição de Edgar Racy
Curadoria de Paula Borghi
Galeria Eduardo Fernandes
Rua Harmonia, 145 – Vila Madalena
Tels (11) 3812.3894 / 3062.6380
fotos | divulgação