La Mamounia Marrakech: sinônimo de excelência em hotelaria
No coração de Marrakech o La Mamounia, hotel que acaba de completar 100 anos, segue em constante transformação sem perder sua posição de joia do patrimônio histórico marroquino

Próximo da praça Jemaa el-Fna, a mais célebre das entradas para a medina, o centro histórico das cidades marroquinas, e vizinho de fontes e jardins de rosas ao redor da maior mesquita de Marrakech, a Koutoubia, o La Mamounia ocupa 13 hectares da melhor localização desta que foi uma das quatro capitais reais do Marrocos. A história que coloca o hotel em uma posição única na hotelaria começou na área que pertencia ao primeiro califa da dinastia dos Almohade no século 12, com jardins desenhados pelo sultão alauita Mohammed Ben Abdellah no século 18, como presente de casamento para seu filho, o príncipe Al Mamoun, nome que deu origem ao hotel. Hoje, a alma do La Mamounia, são os oito hectares de jardins históricos e bem preservados, que foram palco de grandes festas reais e são descobertos pelos hóspedes, seja durante as corridas matinais ou quando se vai à academia, às quadras de tênis ou comer no restaurante e salões de chá, que tem no cardápio doces assinados pelo célebre confeiteiro francês Pierre Hermé.


Foi durante a concepção do hotel, na década de 1920, que começou uma longa e consistente história com arquitetos, artistas e designers franceses, representantes máximos da sofisticação há séculos. Dos anos 1920 de Henri Prost e Antoine Marchisio aos anos 2020 do duo Patrick Jouin e Sanjit Manku, o hotel teve grandes reformas assinadas por Jacques Majorelle nos anos 1940; por André Paccard no fim dos anos 1980; por Alberto Pinto, no fim dos anos 1990; e por Jacques Garcia entre 2006 e 2009. Foram muitas as ampliações, mudanças e reposicionamentos. Atualmente, o La Mamounia conta com 135 quartos, 65 suítes, 6 suítes excepcionais e 3 riads, as vilas típicas marroquinas, fechadas para o exterior e construídas em volta de um pátio central, com 700 metros quadrados, piscina privativa e três quartos cada um. Grande parte das acomodações têm terraços com vistas incríveis e todas são ricamente decoradas com o melhor das artes tradicionais marroquinas, como os mosaicos zelliges, as madeiras entalhadas e pintadas tazouaqt, o trabalho ornamentado em stucco, além de mármores, veludos, flores frescas e camas king-size.

A celebração do centenário da propriedade foi marcada por um período de obras de renovação para preservar seu DNA, traduzido por nobreza e elegância. “Todo o trabalho foi pensado em cada detalhe e o designer francês Patrik Jouin e o arquiteto canadense Sanjit Manku executaram com maestria. Foram necessários três meses e 300 artesãos para repensar estes lugares. Por isso, em vez de utilizar a palavra renovação, prefiro inovação, que é o que foi realizado nesses dias de intensos trabalhos. Temos, agora, um La Mamounia centenário, porém mais jovem e mais resistente do que nunca e sempre fiel à sua herança e charme seculares”, diz Pierre Jochem, diretor geral do hotel. Nesse contexto, a dupla de profissionais se encarregou de revitalizar e redesenhar quatro espaços do hotel: a Recepção, as Alcovas, o Salão d’Honneur e a Galeria e Lounge Majorelle. Em cada um desses locais Jouin e Manku imprimiram novas energias, criando ambientes elegantes e acolhedores para homenagear a tradição marroquina de hospitalidade e generosidade.

fotos | Divulgação