Casa em São José do Rio Preto aposta em volumes suspensos e paisagismo sem muros
Projetada por Solange Calio, casa de 680 m² em São José do Rio Preto combina volumes suspensos, integração entre interior e exterior e paisagismo que substitui muros
Localizada em São José do Rio Preto, esta residência de 680 m² foi concebida por Solange Calio do zero para um casal de médicos e suas duas filhas. Implantada em um terreno de 738 m², a casa foi pensada para equilibrar integração dos ambientes, privacidade familiar e forte conexão com o paisagismo.

O projeto surgiu após a compra do terreno e partiu do desejo dos moradores por espaços amplos e bem conectados. Entre os pedidos estavam uma sala de TV próxima à área gourmet, mas com privacidade suficiente para encontros com amigos, além de um escritório que também pudesse funcionar como suíte de hóspedes.
Três pavimentos organizam áreas sociais e íntimas
Distribuída em três pavimentos, a residência reserva o subsolo para depósito, hall social, garagem e casa de máquinas. No térreo concentram-se os ambientes de convivência, como sala de estar, jantar e espaço gourmet integrados, além da cozinha, área de serviço, despensa, louçaria, sala de TV e o quarto de hóspedes com função dupla de escritório.
No pavimento superior ficam as suítes da família, incluindo a do casal e as das filhas. Já a área externa reúne piscina, jardins, vestiário e um espaço para refeições ao ar livre, criando um ambiente completo de lazer.

Fachada com “caixa” suspensa e materiais naturais
A construção segue sistema convencional em alvenaria e concreto, mas ganha identidade marcante na fachada. O destaque é uma grande “caixa” suspensa com pintura em tom ouro branco, combinada a brises de alumínio com efeito amadeirado e guarda-corpo em aço inox.
A base da casa recebe revestimento em pedra bruta Moledo, aplicado na área da garagem e prolongado para o interior da residência, criando continuidade visual entre os espaços.
No térreo, amplas esquadrias piso-teto substituem paredes de alvenaria, permitindo total integração entre interior e exterior e ampliando a entrada de luz natural.

Decoração mistura acervo afetivo e design brasileiro
Nos interiores, parte do mobiliário de família foi preservada e incorporada à nova decoração. Entre os destaques estão a poltrona Gisele, de Aristeu Pires, além de quadros, tapetes e luminárias que carregam valor afetivo para os moradores.

Peças de design brasileiro também foram escolhidas especialmente para o projeto, como o banco Dado, de Isabelle de Mari, a poltrona Timbó, de Carlos Motta, e a espreguiçadeira Luiza, criada por Fernando Mendes.
A paleta de cores é clara e neutra, com paredes e tetos em tom ouro branco, pisos em mármore Itaúnas no térreo e madeira tauari no pavimento superior. A marcenaria em madeira natural traz tons terrosos que aquecem os ambientes, enquanto cores pontuais aparecem em objetos decorativos e estofados.
Suíte do casal valoriza luz e vista
Entre os ambientes, a suíte do casal se destaca pela atmosfera acolhedora. Uma ampla janela enquadra a paisagem externa como um quadro, enquanto os brises da fachada filtram a luz natural, criando uma iluminação suave ao longo do dia.


O projeto completo levou cerca de três anos para ser concluído, desde a concepção até a execução da obra e a finalização da decoração. Um dos principais desafios foi o terreno de formato irregular e quase triangular, cuja topografia exigiu soluções específicas de implantação.
fotos | MCA Estúdio