Casarão Norberto Nicola
Um refúgio na cidade, o imóvel bem preservado no Centro abriga parte das coleções do artista
Em meio a agitação de São Paulo, na Alameda Glete, em Campos Elíseos, o casarão onde o artista Norberto Nicola viveu é considerado um oásis. O tapeceiro, pintor, desenhista, escultor e gravador, que divulgou a arte plumária no Brasil, morou até sua morte, em 2007, no imóvel o qual resultou da união de três casas, adquiridas por ele. Com a demolição de cozinhas e banheiros, ele conseguiu criar uma nova circulação com o jardim e o pátio interno e, em 1985, realizou um de seus sonhos que era construir o jardim Leste com direito a caramanchão e uma fonte de água. De acordo com Murilo Ribeiro de Araújo, engenheiro que conheceu o artista em 1957 e é responsável pela preservação da casa, ele sempre recebeu muitas visitas do mundo todo, entre colecionadores, curadores, e ícones de peso do mundo artístico tanto nacional quanto internacional. Ainda hoje, são bem conservados objetos garimpados em antiquários e feiras de antiguidades, objetos art-nouveau, têxteis pré-colombianos, arte plumária de tribos brasileiras e arte africana, escolhidos e colecionados pelo tapeceiro e mantidos no casarão até hoje. “Preservo com empenho essa obra de arte que é a casa de Nicola, repleta de tantas outras obras, dele mesmo ou por ele escolhidas. É um mundo particular e fascinante”, conta Murilo. Tamanha importância para o setor da arte, a residência de Roberto Nicola foi destacada no livro Trama Ativa que resgata o prestígio das tapeçarias criadas por ele. Organizado pela curadora de artes Denise Mattar, pela Imprensa Oficial.
Matéria publicada na edição 83.



