Decorar360

Posted on

KAS ARQ assina reforma em casa de vila no Jardins

arquitetura | KAS Arq

 

Imóvel dos anos 1920 é um resgate à memória afetiva dos moradores

 

Decidir por uma casa no dia de assinar o contrato de aluguel de um apartamento é só mais um curioso capítulo para a história do jovem casal de moradores da casa de vila que fica na Melo Alves, no bairro do Jardins, em São Paulo. Uma das poucas vilas de casas remanescentes na região, o local foi construído na década de 1920 pelo tataravô do morador que, desde criança, sempre sonhou em morar lá. Compra efetuada, sonho realizado e a casa, que havia resistido à passagem do tempo, precisava de uma reforma para receber os novos moradores. “Eles amam viajar e explorar o Brasil e isso se reflete na decoração proposta por nós, com detalhes rústicos e peças de artesanato”, conta Klaus Schmidt, à frente da KAS ARQ que assinou o projeto.

 

 

Destaque no hall de entrada para a cadeira vermelha entalhada, do artista Jasson Artesão, natural de Belo Monte, no sertão alagoano.

 

Com 180m² divididos em três andares, o imóvel era bastante segmentado e os novos moradores queriam um espaço mais amplo, arejado, com boa incidência de luz natural. Então, o escritório focou na integração dos ambientes, principalmente no térreo. “Foi um projeto de arquitetura e interiores, com significativa intervenção estrutural, pois demolimos paredes e adicionamos reforços metálicos para conectar toda área social, incluindo a cozinha. Nela,  substituímos a antiga bancada de granito por uma nova em concreto aparente, a mesma solução adotada no banheiro do quarto principal, executado em concreto claro, no estilo ‘rústico-chic’, seguindo as referências de Trancoso e Caraíva apresentadas pelos clientes”, conta Schmidt. 

 

 

Obras de arte como a fotografia da série ‘Brasília Teimosa’, da fotógrafa Bárbara Wagner, a escultura de José Bento, assim como o beija-flor do artista e amigo Adriano Baruffi, que decora a parede de tijolinhos da sala de jantar, compõem o cenário artsy da residência. Mas, o ponto alto fica na arte dos azulejos da cozinha. Desenhos feitos à mão especialmente para o projeto, sintetizam a delicadeza e cuidado empregados nessa casinha de vila que, mesmo do alto dos seus 100 anos, acaba de nascer.

 

Transformar um imóvel de 100 anos em uma morada acolhedora e contemporânea, sem gastar muito, exigiu criatividade e, mais que isso: dedicação na escolha de acabamentos que atendessem ao orçamento dos clientes, respeitassem a história do imóvel, sem abrir mão da qualidade dos produtos, como explica Klaus. “Tivemos que adotar soluções construtivas econômicas. Na cozinha, agora integrada ao living, optamos por manter a marcenaria existente e a envelopamos com adesivo na cor terracota, uma solução simples e de rápida execução. Nas áreas externas, ao invés de trocar o piso antigo, o cobrimos com pedriscos brancos, uma escolha prática que trouxe um ar descontraído e divertido para o terraço. No lavabo, ambiente que pede uma cor, aplicamos uma textura laranja simples, para contrastar com o restante da casa e gerar um efeito-surpresa.”

 

 

Integração é a palavra de ordem nesse projeto. As paredes do térreo que dividiam a área de TV, jantar e estar foram demolidas e, em seu lugar, foram adicionadas algumas vigas e pilares metálicos para sustentação. A ideia, segundo Klaus, foi tirar o ar operacional da cozinha e tornar esse ambiente uma extensão do living, onde os moradores pudessem ficar e receber amigos.  Já no décor, ele conta que houve uma extensa busca por itens legais e acessíveis. “Garimpamos em brechós, antiquários, famílias-vende-tudo e, inclusive, em casas de amigos, de quem compramos itens que estavam guardados ou esquecidos.”

 

 

Integração é a palavra de ordem nesse projeto. As paredes do térreo que dividiam a área de TV, jantar e estar foram demolidas e, em seu lugar, foram adicionadas algumas vigas e pilares metálicos para sustentação. A ideia, segundo Klaus, foi tirar o ar operacional da cozinha e tornar esse ambiente uma extensão do living, onde os moradores pudessem ficar e receber amigos.  Já no décor, ele conta que houve uma extensa busca por itens legais e acessíveis. “Garimpamos em brechós, antiquários, famílias-vende-tudo e, inclusive, em casas de amigos, de quem compramos itens que estavam guardados ou esquecidos.”

 

 

 

fotos | Felco

Deixe um comentário

Your email address will not be published.
*
*