Novos mundos, fronteiras da curiosidade
coluna | Victor Falasca Megido | design pra viver melhor
Conviver, comunicar e criar são atributos da vida neste planeta. Tudo o que acontece por estes lados são as consequências do ato curioso, criativo, corajoso. Curiosidade está atrelada a inteligências criativas. É fruto de empatia. É aliada da coragem, uma virtude importantíssima para os profissionais ousados na arte da ação.Toda criança tem aquela fase em que questiona tudo. Escola e família devem preservar esse espírito que indaga.
E devem tomar o cuidado de não “implantar” crenças limitantes nas mentes das crianças. Caso contrário,
elas se tornarão adultos como os atuais, nós, pessoas que lutam para revitalizar o espírito infantil, um
grande valor, muitas vezes perdido.
Temos o desafio de preservar a curiosidade nas crianças e cultivá-la nos adultos. No século 21, o curioso é
“Rei”.
Pesquisas recentes revelam que os líderes afirmam valorizar “cabeças inquisitivas”, mas, na verdade, a maioria reprime a curiosidade por medo de um aumento nos riscos e de uma redução da eficiência.
Atuei nos últimos cinco anos na direção do IED, uma faculdade de design, onde a curiosidade é mãe de
todas as virtudes. Encerro meu ciclo lá com muita satisfação e me despeço da linda cadeira Flexform que ocupei com muita garra.
Hoje compreendo que uma cadeira é feita para viajar nas ideias. O design se torna intangível, é um meio para viajar no tempo. Fazendo uma brincadeira, liderar um projeto criativo é como sentar na cadeira do capitão Kirk, na Nave Estelar Enterprise. É uma verdadeira Jornada nas Estrelas.
Nossa missão, na famosa narração de William Shatner, é:
“Espaço. A Fronteira Final. Essas são as viagens para explorar novos mundos; pesquisar novas formas de vida e novas civilizações. Audaciosamente indo aonde nenhum homem jamais esteve”. 🙂 Vida longa e próspera.