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Sob o Sol da Criação: O novo espaço do curso de arquitetura e urbanismo da Belas Artes

Belas Artes inaugura laboratório de arquitetura que une tecnologia, tradição e convivência no campus Vila Mariana

 

No ano em que celebra seu centenário, o Centro Universitário Belas Artes de São Paulo ganha um novo espaço dedicado à prática, experimentação e convivência dos alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo. O laboratório, assinado pelo arquiteto Anderson Martins Vasconcellos, responsável pelos projetos internos da instituição, traduz em arquitetura a essência do curso: aprender pela vivência, pela troca e pela materialização das ideias.

 

O elemento central do novo laboratório de arquitetura da Belas Artes materializa o conceito solar. O círculo amarelo iluminado no teto projeta-se sobre a mesa circular, estimulando a convivência e troca de conhecimentos entre alunos de diferentes períodos no campus Vila Mariana

 

O conceito parte de um elemento central: o sol. Um grande círculo iluminado no teto, sobre uma mesa circular, conecta três áreas distintas do espaço, a de experimentação, a de estudos técnicos e tecnológicos e a de produção manual. “O sol simboliza a energia da criação. Ele nasce no centro e se expande, interligando todos os ambientes. A ideia é que o aluno esteja sempre sob essa luz, que representa conhecimento e inspiração”, explica Vasconcellos.

 

À direita do sol, está o laboratório técnico, equipado com impressoras 3D, cortadora a laser, túnel de vento e heliodon para simulação da incidência solar. É ali que os alunos exploram conforto térmico, acústico e estratégias ambientais, utilizando ferramentas de ponta. À esquerda, a maquetaria mantém viva a tradição manual da arquitetura, com bancadas altas, ferramentas diversas e armários especialmente projetados para armazenar maquetes.

 

À direita do sol central, o laboratório técnico equipado com túnel de vento, heliodon e outras ferramentas avançadas permite aos alunos explorar conforto térmico, acústico e estratégias ambientais

 

 

A escolha das cores também é carregada de simbolismo. O amarelo representa o sol, enquanto o azul, intenso e vibrante, remete ao céu. “Quisemos criar uma atmosfera que realmente remetesse à natureza, mas de forma abstrata. Esse azul, em especial foi um desafio, tivemos que buscar uma empresa que conseguisse produzi-lo na tonalidade exata, porque nenhuma marca comum atendia ao que queríamos”, revela o arquiteto.

 

À esquerda do sol central, a maquetaria mantém viva a tradição manual da arquitetura com bancadas altas, ferramentas diversas e armários de madeira especialmente projetados para armazenar maquetes. O piso de pneus reciclados oferece conforto acústico e sustentabilidade, enquanto o teto azul vibrante conecta este espaço ao conceito solar que unifica todo o laboratório

 

 

Outro destaque é o piso sustentável em um dos espaços, feito de pneus reciclados triturados e moldados in loco. O material, além de trazer conforto acústico e resistência, carrega o valor simbólico da reciclagem e da inovação, temas tão presentes na formação contemporânea dos arquitetos.

 

O projeto vai além da ideia de laboratório, é um espaço de convivência que promove a troca entre alunos de diferentes etapas do curso, aberto tanto para o estudo individual quanto para o trabalho coletivo, dentro ou fora do horário de aula.  “Quando eu estudava, adorava conversar com colegas de períodos mais avançados e entender o que vinha pela frente. Esse tipo de troca é fundamental na formação, e o laboratório foi desenhado para estimular exatamente isso”, comenta Vasconcellos.

 

Aberto durante todo o dia, o laboratório já inspira encontros e novas ideias no campus Vila Mariana. Entre pranchetas, maquetes e tecnologias de ponta, a Belas Artes celebra 100 anos reafirmando sua essência: formar gerações que unem tradição e inovação.

 

fotos | Divulgação

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