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A volta dos azulejos coloridos

opinião | Bruno Moraes

 

Ao longo dos anos, os azulejos coloridos têm deslumbrado amantes da decoração com sua beleza e versatilidade. Saiba como utilizá-los sem erro com as dicas do arquiteto Bruno Moraes. 

 

Muitas vezes, associamos elegância e sutileza a ambientes compostos por tons neutros e discretos. No entanto, cores e desenhos desempenham um papel fundamental na arquitetura e no design de interiores, pois têm o poder de transmitir mensagens, evocar sensações e criar efeitos visuais de tirar o fôlego. É nesse contexto que os azulejos coloridos retornaram aos interiores, trazendo expressividade artística, versatilidade, leveza e a capacidade de transformar completamente um espaço. Mas como podemos utilizá-los da maneira mais eficaz?

 

De acordo com o arquiteto Bruno Moraes, a proposta é sempre trazer o azulejo colorido com a finalidade de criar pontos focais, acentuar áreas específicas ou mesmo revestir, por completo, paredes e móveis, sempre com a proposta de revelar atmosferas singulares em cada espaço. “Não apenas os azulejos em si, mas as cores vivas ganharam abertura na arquitetura de interiores, especialmente no período pós pandemia, quando uma grande maioria refletiu sobre a importância de contar com uma cartela variada de tons, e não apenas os neutros, como no passado. E essa ressignificação foi reintroduzida em vários elementos, tanto quanto os revestimentos, como pinturas e marcenarias, entre outros”, enfatiza.

 

 

Os azulejos coloridos são frequentemente assentados em áreas sujeitas a umidade, como cozinhas e banheiros, devido a sua resistência à água e facilidade de limpeza. Aliás, cada tipo de revestimento requer cuidados específicos, que vão desde o processo de instalação, a manutenção, por conta de recomendações de impermeabilização, por exemplo, e na limpeza, que deve ser feita com água e sabão neutro para evitar problemas ou danos ao material.

 

De acordo com Bruno, não é necessário limitar o uso do material a espaços úmidos. Esse tipo de recurso, incluindo ladrilhos e porcelanatos, é versátil o suficiente para ser aplicado em diversos ambientes como áreas de serviço, áreas de convívio e lazer, como as salas de estar ou jantar, desde que a combinação das cores seja planejada. Não há restrições significativas quanto ao seu uso, portanto, pode estar presente em toda a residência, viabilizando um resultado estético e funcional super satisfatório.

 

Configurar uma paleta de cores equilibrada é fundamental e, recorrer a revestimentos modernos, é uma dica de ouro para tornar a decoração mais ousada e criativa. O arquiteto recomenda que, se o caminho for a opção por tonalidades contrastantes, há de se prezar pelo equilíbrio para não errar na mão. “A escolha de cores acompanha as preferências dos moradores com base no estilo e nas preferências pessoais. Além de transmitir a personalidade, esse cuidado é valioso para que, mais adiante, não se sintam cansados do revestimento”, analisa.

 

 

A escolha do revestimento deve ser feita após uma análise através dos elementos utilizados no projeto, como mobiliário, tecidos, cortinas e marcenaria. Conforme qualifica o profissional, é crucial considerar todos esses aspectos para assegurar a harmonia. A paginação é sistematicamente incorporada no projeto, uma vez que sua inclusão é imprescindível para a compra do revestimento, evitando o desperdício de peças adquiridas em excesso ou a falta de materiais. A impressão da paginação é transportada para o canteiro de obras e replicada no chão ou na parede de forma idêntica ao plano original.

 

 

Normalmente, quando se trata de peças cerâmicas com desenhos e coloridas, é preciso mais cautela por parte do instalador, para que as direções e elementos gráficos estejam alinhados com exatidão para compor o desenho integral. “Isso difere substancialmente da instalação de peças coloridas idênticas entre si, que são consideravelmente mais simples” finaliza Bruno.

 

fotos | Divulgação

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